preciso me por de pé
é meu pretenso pôr-de-sol chamando
pra juntar meus pedaços que me estilhacei por aí
tenho pensado tanto em cortar fora meus mamilos
que até meus pés estalam
e meus olhos de vidro palpitam…
mas é que eu gosto de anoitecer
pra colar os sonhos
e ir-me embora voando pro meu céu de menina
mas é que eu gosto de chão
do andar sobre meu estilhaço
pisar meu pé
pisar meus calos
e de novo me colar
voltar a caminhar em retalhos
a trôpega silente
a calada